Redação

João Kléber Show estreia elegante, mas precisa de reformulações

João Kléber Show estreia elegante, mas precisa de reformulações
Por Andreh Ponttez Gomez



O João Kléber Show, novo programa  do apresentador estreou na noite de domingo (05). A atração mostrou um lado diferente de João Kléber, um apresentador mais comedido e elegante. Embora tenha explorado de forma superficial as desgraças alheias  o grande foco da atração  é o show de calouros.
O programa ainda não tem uma identidade própria, tenta ser chique, mas tem elementos de um programa popular. O João Kléber Show tem uma banda refinada que toca até violino. Os jurados não combinam, além de não entender nada de música, com exceção de Miranda, o produtor musical, os demais dão comentários superficiais. Iris Stefanelli grita mais do que fala, esqueceu que na TV existe o microfone, se enrolou toda ao comentar sobre  um candidato que sonha em ser uma grande tenor, além de falar bobagens, disse que emagreceu tomando água com limão, um péssimo exemplo, e foi corrigida por João Kléber. Nahin e o cantor Ovelha, não entendem muita coisa de música, já que são cantores de um sucesso só.Até combinam com um programa de calouro, mas não o JK Show, pois o programa quer ser chique e os jurados são extremamente populares.
Todo candidato que participou do programa havia passado por uma desgraça na vida, desde candidato que passou fome, morou na rua até decepção amorosa, poderiam aliviar um pouco, é muita desgraça para um programa só.
A maioria dos participantes eram de Osasco, poderiam variar a localidade dos candidatos, passou a impressão que queriam economizar trazendo participantes da região da emissora.
O cenário é extremamente poluido, passando a impressão que reciclaram o cenário do Super Pop e do Sensacional de Daniela Albuquerque. Além de ter muitas cores, muitas pessoas no palco, muita informação para um programa só, poderiam ter caprichado mais no cenário. O palco é pequeno demais para muita informação.
Uma repórter faz uma pergunta antes do participante entrar no palco, sem função nenhuma, talvez querem imitar outros shows de calouros da TV, como Ìdolos e The Voice, em  que um repórter entrevista o participante antes da entrada, mas no caso do JK Show não funcionou.
A entrevista com Andrea Boccelli foi um ponto alto no programa, já que querem parecer sofisticado. Mas o quadro Por Onde Anda?, mostrando um cantor dos anos de 1970, não funcionou, já que ninguém lembra mais do cantor, talvez se fosse um cantor que sumiu da mídia, mas que o público ainda recorde de quem seja, seria mais interessante.
O fato é que o programa precisa se definir se quer ser sofisticado ou popular, não dá para apelar para os dois elementos.
A audiência foi péssima, o programa teve média de 1.4, o que é pouco para uma estreia. Sem falar que não houve intervalos comerciais e nem ações de merchandising, quando vier a ter pode ser que a audiência caia ainda mais.
A estreia do JK Show passou longe de ser um sucesso, o público acostumado com os programas de João Kléber preferia vê-lo fazendo um show de calouro voltado para o ”pastelão”, algo parecido que Ratinho faz no seu programa apresentando o Dez ou Mil.
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Anddreh Ponttez

Anddreh Ponttez é ator, jornalista por vocação, escreve sobre famosos e televisão desde 2011.Escreveu para diversos veículos de comunicação e hoje comanda o site Coluna da TV.Em 2017 estreou como colunista de TV e famosos dos programas A Tarde é Show e do Programa Lucimara Parisi, na Rede Brasil.

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