Mônica Martelli fala sobre sua quarentena curtindo um amor

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Monica Martelli Foto: Facebool

Mônica Martelli, 52 anos, está na quarentena ao lado do namorado, Fernando Altério, da filha, Júlia, e dos quatro filhos deles. Em entrevista ao site Gshow, a atriz, roteirista e apresentadora do Saia Justa, no GNT, contou como como passa esse período de isolamento, sobre a rotina de trabalho online, a dedicação à distância ao programa semanal e de como foi posar nua na capa de uma revista em setembro de 2019, aos 51. Confira!

“A quarentena nos fortaleceu muito como casal, com certeza. Porque quando você convive 24 horas, você vai descobrindo características do outro que você não teria oportunidade de conhecer. Só com o tempo. Você vai percebendo como ele reage a diversas situações que acontecem, vai admirando mais a pessoa. Um ajuda o outro. Porque é uma gangorra de emoções. A gente está vivendo incerteza, medo, o tempo todo. Medo de morrer, de não ter trabalho, de perder as pessoas que ama. Um toma conta do medo do outro, e isso nos fortalece.”

“Tem um lado muito bom disso que, como somos namorados há um ano, agora estamos vivendo uma vida de casados. Tudo é descoberta, é novidade. Quase uma lua de mel. Sei que não é o momento certo para dizer isso, mas acho que cada pessoa de quarentena está vivendo uma situação. Tem casais que acabaram de se conhecer, estão separados e naquela loucura, aquele amor que cresce a cada dia. Tem casais, como eu e o Fernando, que estão namorando há um ano e estão em isolamento juntos, e isso está fortalecendo. O lado bom da quarentena para mim está sendo este. É poder dormir de conchinha todo dia, que eu amo.”

“Está sendo fantástico (ficar mais tempo com a filha). Estamos tendo tempo de conversar e as conversas têm tempo de respirar, de pensar, de responder. A gente está tendo oportunidade de conhecer mais uma a outra. Estou descobrindo uma menina maravilhosa e o mais importante é que ela está contando coisas para mim, confidenciando sentimentos.”

“Eu já trabalhava muito de casa, remoto. Já fazia reuniões de roteiros, terapia, tudo à distância, não é uma novidade para mim. Mas agora estou cansada da vida online. Adoro a tecnologia, todas as facilidades que ela nos proporciona, mas estou com muita vontade de olhar no olho das pessoas, de tocar as pessoas, a questão do toque que não sei como vai ser, de dar um abraço… O que está me exaurindo agora é o excesso. De tecnologia, de trabalho, de reunião remota”.

“Sou de uma área que foi uma das mais afetadas, que é o teatro, o cinema, e talvez seja o setor que mais demore a voltar. Então, estou trabalhando no roteiro do meu próximo filme e, de repente, eu paro e penso: ‘Meu Deus, como vai ser?’. A gente não sabe como vai ser o mundo pós-pandemia. A gente não sabe o que vai causar nas pessoas. Então, como encaminhamos esses roteiros? Tudo é uma incógnita. São perguntas sem respostas. Mas continuo trabalhando nisso”, conta Mônica, que em 2018 estrelou o filme “Minha Vida em Marte” que ultrapassou a marca dos 5 milhões de espectadores.

“Eu amei posar nua aos 51 anos. Primeiro porque achei uma coisa muito importante frisar que estava nua na capa de uma revista aos 51 anos!!! Ou seja, por mais que a gente viva em uma sociedade machista, preconceituosa, temos caminhado. Há 10, 20 anos ninguém, jamais, se interessaria por uma mulher de 50 em uma capa de revista. Era no máximo até os 25, 30 anos, então a gente caminhou. Acho que essa mulher gera interesse, a gente quer saber o que essa mulher está fazendo, o que ela está consumindo, o que está pensando, questionando, o que ela está amando”.

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